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Debate AR sobre tabaco e ...

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Kerman
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Debate AR sobre tabaco e ...

Mensagem por Kerman em Qui 09 Fev 2017, 19:36

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mcruin
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Re: Debate AR sobre tabaco e ...

Mensagem por mcruin em Qui 09 Fev 2017, 21:18

Fantástica a Isabel Moreira. Subscrevo tudo o que ela disse.
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Kerman
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Re: Debate AR sobre tabaco e ...

Mensagem por Kerman em Qui 09 Fev 2017, 22:20

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Kerman
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Re: Debate AR sobre tabaco e ...

Mensagem por Kerman em Qui 09 Fev 2017, 23:05

Não vale a pena nenhum esforço de ninguem, parece imposível, mas não há comentários em nenhum lado sobre o asunto, ninguem se apercebeu, ou então estão se cagando para tudo, eu quero ver quando isto apertar, e nos os vaporizadores de Portugal, termos de retroceder e começar a fumar de novo tabaco, pois da maneira que isto está, não vejo futuro para o Vapeio, os lobbies, governos e outros filhos da puta mais, irão fazer tudo o que é posível para nos exterminar, e fazer prevalecer os seus intereses economicos, os outros que se fodam, que morram de cancros, de enfisemas pulmonares, de doenças cardiovasculares, isso não interesa, o importante são os biliões de lucros, os biliões de mortos por século, são coisas de pouca importãncia!
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mcruin
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Re: Debate AR sobre tabaco e ...

Mensagem por mcruin em Sex 10 Fev 2017, 11:04

Já partilhei ontem no grupo do Facebook MaisVaporMenosFumo e já varias pessoas partilharam.
É claro que somos peixinhos num tanque de tubarões mas se aprendemos a nadar coordenados podemos complicar bastante a tafera aos tubarões.

no entanto não estou tão pessimista como o amigo @kerman . Os velhos argumentos já não convencem ninguem, é preciso fazer um esforço grande para lhes dar credibilidade, já há montes de estudos, temos o Reino Unido que tomaram um rumo que foi e é um golpe muito duro para os que são contrarios ao uso dos ecigs, e o tempo vai passando e já há gente que vapa há 5, 6 e até 10 anos e com uma saude de ferro. Todos sabemos que 10 anos de tabaco provocam danos enormes, e parece que 10 anos de vapor não fazem nada. 

de vez em quando estoura um mod e arranca os dentes algum vaper, mas nem isso matou ninguem, enquanto que o tabaco continua a provocar 6 milhões de mortes anuais. 


claro que não nos vamos sentar de braços cruzados a ver a coisas acontecer, é preciso continuar a lutar, mas acho que a parte mais dificil do caminho já foi superada. Ou pelo menos espero...
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Kerman
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Re: Debate AR sobre tabaco e ...

Mensagem por Kerman em Qua 12 Abr 2017, 23:05

Mais uma vez, grandiosa! Quem puder estar presente seria bom para apoiar a nossa causa!

https://www.noticiasaominuto.com/politica/774684/isabel-moreira-avanca-com-propostas-proprias-para-alterar-lei-do-tabaco
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SaraF
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Re: Debate AR sobre tabaco e ...

Mensagem por SaraF em Qua 12 Abr 2017, 23:22

Excelente tópico. Eu não era tão consciente desta batalha. Obrigada pela partilha
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Kerman
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Re: Debate AR sobre tabaco e ...

Mensagem por Kerman em Qua 19 Abr 2017, 12:00

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mcruin
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Re: Debate AR sobre tabaco e ...

Mensagem por mcruin em Qua 19 Abr 2017, 14:35

excelente texto até vou copiar para aqui para não terem que clicar no link. Vale a pena ler, e sería desejavel que os politicos de bom senso de todo o mundo o lessem e pensassem sobre o assunto.

obrigado @Kerman 


[size=45]LEI DO TABACO: NEM LIBERDADE NEM SAÚDE PÚBLICA[/size]


Mafalda Carmona, advogada especialista em direito administrativo, diz que o legislador não pode impor um plano de vida ideal, deixando os cidadãos limitados a duas opções: a da abstinência e a do maior risco


People smoke for the nicotine but die from the tar.

É a forma tradicional de consumir tabaco, através da combustão, que é responsável pelos problemas de saúde dos fumadores; não a nicotina, uma substância aditiva mas não tida como cancerígena (pense-se nas pastilhas com nicotina para deixar de fumar), nem sequer o próprio tabaco (na Suécia, onde se encontra autorizado o uso de snus, uma forma de tabaco oral, os números de doenças associadas ao tabaco são substancialmente menores do que nos outros países europeus).
Se as pessoas fumam pela nicotina mas é o fumo que as mata, haveria de conseguir tirar o fumo da equação. Os “Novos Produtos de Tabaco” contêm tabaco mas fornecem nicotina através do seu aquecimento e não da sua combustão (“heat-not-burn-cigarrettes”). Os “cigarros eletrónicos” têm, quando muito, nicotina, não contendo sequer tabaco.
Ambos eliminam o fumo como forma de consumir nicotina e, como tal, apresentam menor risco do que os cigarros tradicionais.
Num estudo recente pedido pelo Governo britânico concluiu-se que os cigarros eletrónicos são 95% mais seguros para os próprios e inócuos para terceiros (“E-cigarettes: an evidence update”, Public Health England, www.gov.uk). Por isso, entre os métodos para deixar de fumar aconselhados nas consultas do “serviço nacional de saúde” inglês contam-se hoje os cigarros eletrónicos
E em Portugal? Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde só reconhece uma solução: deixar de fumar e fazê-lo sem recorrer a estes produtos. Por isso, na proposta de alteração à Lei do Tabaco agora em discussão, tanto os cigarros eletrónicos como os novos produtos do tabaco são equiparados aos cigarros tradicionais e sujeitos às mesmas restrições (até a definição de “fumar” quer o legislador alterar, incluindo o que não produz… fumo). Mas pode o legislador escolher este caminho?
Evidentemente que não. Desde logo, não pode um produto menos nocivo do que os cigarros tradicionais ser sujeito às mesmas restrições destes, sob pena de violação do princípio da proporcionalidade. Mas, antes disso, importa que o legislador não esqueça que o fundamento das restrições do tabaco é – e só pode ser – a proteção de terceiros, não do próprio. Nesta era da “saúde pública”, em que se quer proibir o fumo ao ar livre e já se proibiu a venda automática de chocolates em hospitais, anda o Estado esquecido de que não lhe compete desenhar um modelo de cidadão, nem estabelecer um plano de vida oficial, nem menorizar os cidadãos, retirando-lhes escolhas para os “obrigar a ser livres”. Ao Estado cabe proteger terceiros; não cabe “desnormalizar” comportamentos lícitos, criando inconveniências várias e promovendo a estigmatização de quem, livremente, os adota.
Se a equiparação é atentatória da liberdade, não o é menos, paradoxalmente, da própria saúde pública.
Subjacente à proposta de lei está a rejeição de uma abordagem de “redução de danos”(harm reduction) em prol da sua eliminação: só se aceita o ótimo, não sendo o “menos mau” – nem sequer o 95% “menos mau” – uma solução aceitável. O objetivo é alcançar um “mundo sem tabaco até 2040”, ainda que seja só tabaco aquecido ou mesmo quando já não tem tabaco mas ainda “parece que” se fuma. É, novamente, a tentativa de alcançar o modelo ideal de cidadão, que é o cidadão abstinente.
Mas pode o legislador rejeitar a “redução de danos” em prol da prossecução deste ideal de abstinência? Parece bem que não. Não pode o legislador, numa sociedade plural onde se admitem diferentes vivências, impor um plano de vida ideal, como seja o de viver em abstinência de determinados comportamentos. Não pode o legislador, para tentar atingir o ideal da abstinência, deixar os cidadãos limitados a duas opções, a da abstinência e a do maior risco, obstaculizando inclusivamente o acesso à informação sobre produtos de risco reduzido. Não pode o legislador, por último, deixar de ponderar o risco de fracasso do seu projeto de “mundo sem tabaco até 2040” – que já teve várias datas, sempre adiadas… - quando elimina as opções menos nocivas: qual será o resultado se (quando), em 2040, fracassar o projeto do “mundo sem tabaco” e também não se tiver disponibilizado o consumo de alternativas menos nocivas?
É que a rejeição da “redução de danos”, a política da abstinência, é também conhecida como política “quit or die”: quem não consiga – ou, legitimamente, não queira - enveredar pela abstinência, fica apenas com uma opção, a de suportar as piores consequências.
A bem da liberdade, e a bem da saúde pública, impõe-se ao legislador que acolha a terceira via da redução de danos e não confunda o problema do tabaco com a sua solução.



MAFALDA CARMONA

Mestre em Direito, ciências jurídico-políticas, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde foi assistente entre 1998 e 2011. Advogada, exerce na área do Direito Administrativo mas tem especial predileção pelo tema das restrições da liberdade individual em nome da "saúde pública"



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SaraF
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Re: Debate AR sobre tabaco e ...

Mensagem por SaraF em Qua 19 Abr 2017, 14:50

Sublime I love you
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Ridler
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Re: Debate AR sobre tabaco e ...

Mensagem por Ridler em Qua 19 Abr 2017, 16:09

respondo aqui o mesmo que respondi no ptvapers

Eu devo ter sido o único que acha que esta senhora perdeu uma boa oportunidade de estar calada, já que na prática não disse nada, mais, como vaper e ex-fumador concordo com muitas das proibições de uso que estão previstas, enquanto os vapers se comportarem como Madalenas arrependidas e considerarem que têm o DIREITO de vaporizar em todo o lado só vão conseguir perder a guerra.
Eu concordo com a proibição de vaporizar em todos os locais onde seja proibido fumar, podem chamar o pelotão de fuzilamento que não mudo de opinião, vaporizar em qualquer local não, não interessa se existe ou não vapor passivo, aquilo que mais afasta quem não vaporiza são os odores que ficam no ar, que nem todos são agradáveis e mesmo os que são agradáveis não são agradáveis para todos, por exemplo para mim o channel nº5 é horrivel, por isso aceito que muitas pessoas achem o mesmo dos meus custards.
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mcruin
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Re: Debate AR sobre tabaco e ...

Mensagem por mcruin em Qua 19 Abr 2017, 16:27

@Ridler, acho que estamos a falar de coisas diferentes. Eu concordo que não somos livres de vaporizar onde queremos e que podemos estar em qualquer lado a inundar o ar de vapor ou a soprar vapor para a cara das pessoas. A nossa liberdade termina quando começa a afectar a liberdade dos demais, sobretudo de quem não quer estar num sitio cheio de vapor.
Outra coisa é que equiparem o vapor ao tabaco e que o desincentivem como se se tratasse de um veneno do mesmo calibre. O que o texto diz e bem, não te podem dizer "ou deixas a nicotina ou matas-te a consumi-la" quando há uma maneira 95% menos nociva de a consumir.

Eu não vapo em sitios fechados, nem em casa de ninguem e nem mesmo em minha casa. Aliás nem pergunto se posso vapar, simplesmente saio à rua e vapo.
o que eu não concordo é que se apliquem impostos e restrições ao ecig com o fim de o desincentivar agarrando-se ao argumento de que não é completamente seguro. 

outra coisa que não devemos aceitar é que o estado queira padronizar comportamentos, não somos robots, somos pessoas que gostam de tomar decisões e não te podem deixar apenas um copo com agua e outro com cianeto para que te decidas por um ou por outro, eliminando a possibilidade de que bebas cervejas, ou refrigerantes porque estes não são tão saudaveis como a agua.
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Ridler
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Re: Debate AR sobre tabaco e ...

Mensagem por Ridler em Qua 19 Abr 2017, 17:16

Por acaso podem, mas a questão no vaping não é a nicotina, se o cerne da questão fosse a nicotina todos os métodos de cessação tabágica teriam elevadas taxas de sucesso, coisa que todos sabe-mos que não sucede, a questão principal é comportamental e infelizmente tens muita gente que vaporiza nos locais onde não se pode fumar, aliás tens pessoas que só vaporizam nesses locais, de resto fumam.

O teu exemplo do copo de água é perfeito para esta situação, se bebes água tudo bem, se bebes cianeto morres, mas deves ser taxado para custear as despesas que podes dar, se beberes refrigerantes ou cervejas, como não são totalmente inócuas és taxado também, é o que sucede actualmente.

Eu não vejo mal nenhum em o vaping ser equiparado a fumar, aliás pode ser a salvação do vaping, quando fumava nunca precisei de comprar tabaco pela internet, tinha tabaco disponível 24H dia 365 dias por ano e praticamente todo o lado, no fundo o pessoal só se queixa das restrições de venda porque na verdade não há alternativas à net.

Duvido que eles venham a introduzir uma alteração à lei que contemple um regime especial para os ecigs, porque depois vais ter a malta do tabaco não aquecido a pedir igual tratamento e todos os argumentos dos ecigs são válidos para o tabaco sem combustão.

Mc eu conheço demasiado bem o sistema juridico, há coisas que não há problema em legislar por analogia, muitas excepções numa lei criam o caos, queres um exemplo, tens a chamada lei da droga em Portugal, em que supostamente o consumo é livre, (na prática não é, simplesmente não é crime, apenas é punido com uma contra-ordenação), tudo bem podes ter estupefaciente até 5 dias de consumo, mas como é que o arranjas se a venda, produção, cultivo, cedência, etc é criminalizada? sabes responder-me, eu não sei.

    Data/hora atual: Qua 26 Jul 2017, 13:46